| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Pelecaniformes |
| Família: | Ardeidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | A. agami |
A garça-da-mata é uma ave pelecaniforme da família Ardeidae. É a garça brasileira que apresenta maior número de cores. A garça-da-mata é conhecida também como socó-azul, socó-beija-flor, garça-da-guiana, garça-de-peito-castanho e garça-beija-flor.
Seu nome científico significa: de agamia, agami = nome ameríndio para um pássaro da floresta, provavelmente um Psophia. ⇒ Garça da floresta ou garça da mata. “Héron Agami de Cayenne” de d'Aubenton (1765-1781), “Héron Agami” de de Buffon (1770-1783), e “Agami Heron” de Latham (1785) (Agamia).
Mede entre 65 e 76 centímetros de comprimento e pesa em média 550 gramas. É a nossa garça mais policromática. Multicolorida com os olhos laranja para castanho-avermelhado, bico enegrecido com a base verde-acinzentada, extremamente longo (14 a 15 cm), finíssimo, comparável a um florete, pescoço muito longo e fino na parte distal com uma angulação, tarsos e dedos surpreendentemente curtos, sendo uma adaptação à vida arbórea. Cabeça preta com longas penas nucais cinza-azuladas, pescoço superior castanho com uma listra central e vertical branca delimitada por preto, contrastando com a sua parte inferior e o peito que é cinza, apresentando penas desgrenhadas de cor prata. Barriga castanha e partes superiores verde-escuras, asas compridas, escuras com listras marrons em ambas as faces ventrais e dorsais. Cauda curta escura com tons de marrom.
Machos e fêmeas têm coloração semelhante, embora o macho tenha uma plumagem mais colorida e brilhante. Na época da reprodução o macho apresenta penas alongadas cinza-azuladas no dorso e penas azuis no penacho da cabeça, com a bochecha do macho tendo coloração avermelhada e a da fêmea esverdeada.
Imaturo apresenta a plumagem pardo-anegrada com peito estriado.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
É monogâmica. No período reprodutivo agrupa-se em pequenas colônias individuais (em torno de 6 ninhos) ou em colônias associadas com outras espécies de aves. Macho e fêmea contribuem para a construção do ninho. A época da reprodução vai de junho a setembro. Os ninhos podem ser encontrados em arbustos e árvores sobre a água e sob a densa cobertura do dossel, a uma altura de cerca de 2 metros da superfície da água. Locais específicos para ninhos incluem aglomerados isolados de manguezais, galhos de árvores mortas e árvores afogadas em lagos artificiais, árvores que estão na água e arbustos dentro de pântanos. O ninho é uma plataforma de ramos e galhos. Põe de 1 a 4, geralmente 2 ovos de cor azul ou azul-esverdeada. Período de incubação desconhecido. Os machos têm comportamentos territoriais.
Vive em bordas de florestas, matas de galeria, matas ciliares na beira de lagoas e rios. É encontrada menos frequentemente ao longo das margens de piscinas, lagoas marginais e outros pequenos corpos de água. Quase nunca é vista em águas abertas. Não é uma espécie vista com frequência. Quando alarmada, voa ou procura esconder-se, subindo em emaranhados de cipós ou em árvores. Não tem o hábito de andar à beira de águas rasas em áreas abertas, sem vegetação densa, como fazem outras espécies de garças. Vive solitária, escondida à beira de córregos e lagos no interior da floresta, bem como em manguezais. Estima-se que vivam cerca de 10 a 16 anos em estado selvagem.
Voz: Emite um som de baixa frequência semelhante a um grunhido de porco: krurr; um cucucucu baixo; ao voar, um scuoc.
R (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Da Amazônia ao Mato Grosso do Sul e Goiás. Encontrada também do México à Colômbia, Equador e Bolívia.
Status de conservação: VU ( IUCN ).
Consulta bibliográfica sobre subespécies: